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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Karl Marx, um machista opressor

Por Renaldo Souza

O mais engraçado do feminismo é ver seus adeptos falando com carinho de Karl Marx: um indivíduo que engravidou a empregada e não foi homem para assumir o próprio filho.

Na hora de gozar, Marx foi macho. Na hora de assumir a criança, no entanto, pulou fora. Arrumou um amigo trouxa para tirar o menino de casa antes que sua esposa descobrisse a traição.

O homem casado que se fingia de intelectual para escrever em favor do proletariado parecia, durante a madrugada, gostar de ser patrão. Afinal, até onde teriam ido a vontade da empregada em se deitar com Marx e os possívieis assédios sexuais que ela pode ter sofrido?

Pobre da criança, renegada por um pai machista opressor...

Via: Direita Mobilizada de Itaboraí

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Só homens frouxos ficam “ofendidos”


Ah, o ano de 2015. Nós nos encontramos numa interseção do politicamente correto, da tolerância e do “homem branco privilegiado.” A lenda diz que nessa encruzilhada, você pode vender a sua alma para um diabo transgênero para ganhar fama e fortuna em um reality show. Que época iluminada para se viver.

Todas essas coisas não apenas são chatas, mas têm levado os homens em direção a um precipício. Os homens deixaram de assumir a responsabilidade de liderar a própria família, porque as feministas disseram-lhes que a liderança não é mais intrinsecamente necessária. Eles não ensinam mais os seus filhos a se tornarem homens, porque talvez seu filho tenha brincado de Barbie uma vez. Muitos homens não se arriscam mais, ou vivem o que Theodore Roosevelt chamou de “vida vigorosa,” porque lhes disseram para aceitarem-se como são e que isso é mais importante do que o crescimento proveniente da superação das dificuldades.

O declínio da masculinidade fica nítido quando homens adultos tiram a “carta do ofendido” da manga. Qualquer homem que pronuncie a palavra “ofendido” tem duas opções: arrancar as próprias bolas... ou imediatamente ter o seu certificado de masculinidade revogado.

Por que é que todos nós sentimos um senso de desgosto inerente, esse sentimento embaraçoso por um homem que fica de mimimi por sentir ter sido “ofendido,” mas nenhum de nós pode verbalizar uma razão para isso?

É simples. Tanto homens quanto mulheres respeitam homens que assumem responsabilidades, homens que tomam atitudes. Optar por se sentir “ofendido” é o epítome da inação. O “ofendido” de hoje é visto como um derrotado simplesmente porque assim o é. Ao invés de aproveitar para lidar com todo tipo de afronta que lhe fazem, ao invés de encará-las de frente, lidar com o problema e superá-lo como um homem viril, o homem “moderno” prefere fazer birra, choramingar e chamar pela Gloria Steinem.

Os homens “ofendidos nos são desnecessários, precisamos é de mais líderes. Manifestantes profissionais são desnecessários, precisamos é de mais maridos. Hipsters imundos e descolados são desnecessários, precisamos é de mais pais.

Então na próxima vez que você, homem, pensar na opção de sentir-se “ofendido” por algo que alguém diga ou faça, largue o chocolate e o Atroveran e tome as rédeas de sua própria vida. Pare de se sentir “ofendido” e tome uma atitude. Você se sentirá satisfeito consigo mesmo.

Além do mais, as mulheres apreciam isso. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Conselhos de Mao Tsé-Tung e Trotsky para os justiceiros sociais

Geralmente é comum ver os justiceiros sociais reclamando de alguma situação desigual, e consequentemente usando a igualdade de pretexto para cometer ou demandar absurdos.

Um exemplo hoje é a tal “desigualdade de genêro,” onde os feministas da terceira onda descartam a realidade e a ressignificam como opressão, nisso exigem privilégios grupais para a sua patota, o que gera ressentimento e estimula a luta de classes.

Mao [*] disse o seguinte sobre a igualdade absoluta:

“Num certo período, o igualitarismo absoluto registrou um sério desenvolvimento no Exército Vermelho. (…) é preciso mostrar que, antes da abolição do capitalismo, a igualdade absoluta não é mais do que uma ilusão dos camponeses e dos pequenos proprietários, e que, mesmo sob o socialismo, a chamada igualdade absoluta não pode existir de modo algum, pois a repartição dos bens materiais há-de fazer-se segundo o princípio: "de cada um segundo as suas capacidades e a cada um segundo o seu trabalho", e conformemente às necessidades do trabalho. (…) Contudo, o igualitarismo absoluto, que não considera razões, quaisquer que sejam elas, deve ser combatido, pois não responde às necessidades da luta mas, pelo contrário, estorva-a.”

Sobre o chororô da minoria Mao diz:

“Uma das exigências da disciplina do Partido é a submissão da minoria à maioria. Uma vez que o seu ponto de vista seja rejeitado, a minoria deve apoiar a decisão adoptada pela maioria. A não ser em casos de necessidade, em que ela poderá trazer de novo o problema para consideração em reunião posterior, a minoria não deve, de modo algum, agir contrariamente à decisão já adoptada.”

O interessante é que os auto-proclamados pacifistas pregam a luta de classes, e sobre esta Trotsky [**] diz o seguinte:

“A guerra civil, a forma mais violenta da luta de classes, rebenta no ar todos os vínculos morais entre as classes adversas.”

Portanto quando um justiceiro social usar a igualdade como pretexto, esfregue esse texto do Mao na cara dele e peça-o para aplicá-la primeiro em seu movimento ou partido político antes de querer fazer isso a despeito da vontade da maioria do povo brasileiro. Se ele quer submeter a maioria a vontade de uma minoria histérica que faça isso dentro de seu movimento ou partido político. O justiceiro social que deseja a paz deve largar a luta de classes ou se preferir uma guerra civil que se mude para o Sudão do Sul.

[*] http://bit.ly/1LElZkr
[**] http://bit.ly/1G0IMuN

sábado, 13 de junho de 2015

A experiência britânica e algumas verdades inconvenientes


No Reino Unido, não existe ninguém como Carol Giligan, Mary Pipher, ou uma instituição como a AAUW. Portanto, não surpreende o fato de que lá a verdade objetiva acerca da má performance masculina nas escolas seja divulgada para a população. Por mais de uma década, os jornais britânicos relatam o incômodo deficit escolar dos estudantes. O Times, de Londres, chamou atenção para a possibilidade de estar se formando “uma subclasse de homens sem habilidades, permanentemente desempregados.” “O que há de errado com os meninos?”. Questionou o Glasgow Herald. O The Economist se referiu aos homens como o “segundo sexo do futuro”. No Reino Unido, a população, o governo e as instituições de ensino estão bem cientes do crescente número de meninos com desempenho abaixo da média, e estão buscando formas de como ajudá-los. Eles deram um nome para esses garotos - “grupo náufrago” - e chamam o que aflige esses jovens de “ladismo”.

A mais impressionante diferença entre o Reino Unido e os Estados Unidos talvez sejam as políticas governamentais. Enquanto o governo britânico está combatendo e lidando corretamente com o fraco desempenho acadêmico masculino, considerando-o um sério problema nacional, as autoridades americanas estão se comportando como uma linha auxiliar da AAUW, seguindo obedientemente as diretrizes políticas das feministas, incluindo as iniciativas para aumentar a autoestima das meninas e ajudá-las a reencontrar suas “vozes”. O Departamento de Educação dos Estados Unidos distribuiu mais de 300 panfletos, livros e anúncios sobre igualdade de gênero, e nenhum deles tinha o objetivo de ajudar os meninos a alcançar a paridade com as garotas nas escolas do país. Enquanto o drama dos meninos vem crescendo, sem qualquer expectativa de melhora, os programas que visavam ajudar as meninas só se multiplicavam. A mais nova iniciativa se chama Girl Power! Em 1997, a secretária de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Donna Shalala, lançou o Girl Power! para promover a conscientização da população a respeito da desmoralização das meninas americanas. A Fundação Nacional de Ciência gasta milhões de dólares a cada ano ao oferecer programas de ajudar as meninas em ciências e matemática. Já a ideia de se ministrar aulas extras de leitura e escrita especialmente para os meninos nunca sequer passou pela cabeça das feministas. Os garotos são o gênero em risco, mas ninguém está pedindo dinheiro para enfrentar esse déficit acadêmico.

Nesse clima tão inóspito para os meninos, os educadores americanos que desejam ajudá-los se deparam com enormes obstáculos. No Condado de Prince George, em Maryland, próximo a Washington D.C., há um grande número de escolas públicas, onde a maior parte dos alunos são negros e pobres. De acordo com um membro da direção de uma das escolas, muitos dos meninos “estão por baixo em todos os sentidos, em todos os indicadores econômicos e em todos indicadores de desenvolvimento.” Para ajudar esses garotos, o condado organizou uma “Iniciativa de Desempenho para Homens Negros”. No início dos anos 90, aproximadamente 40 homens jovens se encontravam duas vezes por mês com um grupo de profissional de homens para tutoria e aconselhamento. O programa foi muito popular e efetivo, mas em 1996 ele foi radicalmente reestruturado por ordem do Gabinete de Direitos Humanos do Departamento de Educação. Segundo o Departamento, o programa discriminava as meninas. A mulher que presidia a comissão de diretorias das escolas do Condado de Prince George ficou muito satisfeita: “O ponto aqui é que nós estamos prejudicando as estudantes, e não deixaremos isso acontecer de novo.”

Nos Estados Unidos, as ideias propostas para ajudar a população masculina normalmente são ceifadas antes mesmo de terem a chance de criar uma raiz. Em 1996, as escolas públicas da cidade de Nova York fundaram a Escola de Liderança para Jovens Mulheres, uma escola pública só para meninas em East Harlem. A escola é um grande sucesso e muitos veículos de comunicação, incluindo o The New York Times, pressionaram então ao então secretário de educação Rudy Crew para que também fosse criado um “centro de excelência para os meninos”. Crew rejeitou a ideia de uma escola apenas para garotos nos mesmos moldes da Escola de Liderança, se referindo a ela como uma forma de reparo às práticas educacionais do passado, que negligenciavam as garotas, o que faz com que escolas exclusivamente femininas sejam moralmente admissíveis. Como ele disse ao Times, “Essa é uma situação onde a existência de colégios só para meninas são uma importante afirmação sobre viabilidade da educação das meninas, e quero continuar a fazer essa afirmação.” Presumivelmente, tal afirmação perderia toda a sua força e sentido se uma escola exclusivamente masculina fosse mantida ao mesmo tempo.

Que mensagem esse tipo de declaração passa aos meninos de East Harlem? Para começar, mulheres afro-americanas superam enormemente os homens afro-americanos em números de estudantes nas instituições de ensino superior. De acordo com o Jornal dos Negros na Educação Superior, “As mulheres negras nos Estados Unidos respondem por quase todas as conquistas de negros inscritos em universidades pelos últimos 15 anos.” Em 1994, por exemplo, as mulheres afro-americanas obtiveram 63% dos diplomas de bacharelado de 66% dos de mestrado obtidos pelos afro-americanos naquele ano. Nas universidades historicamente negras, as mulheres abrangem 60% das matrículas, e compõem 80% do quadro de honra, e as disparidades estão aumentando.

O que aconteceu com os homens negros entre as décadas de 80 e 90? Essa seria outra questão suscetível a uma análise minuciosa durante uma conferência da PEN, e deveria ter sido levada a sério pelo secretário Crew. Mas, nos ciclos de discussão sobre igualdade de gênero, essa questão é de menor importância, se não um tabu.


A verdade sobre os meninos

A despeito do clima anti-masculino criado pelas feministas, a preocupação para com a situação dos garotos estava aumentando, e no fim dos anos 90 o mito da menininha frágil estava sendo desmascarado. Artigos sobre os déficits educacionais masculinos começaram a surgir nos jornais americanos com manchetes muito parecidas com essas, que apareciam na imprensa britânica: “As universidades americanas começam a se perguntar, para onde foram os homens?”, “Como os garotos perderam para o poder feminino”, “Pesquisas mostram que as meninas tomaram a dianteira nas escolas”, e “Meninas superam os meninos em performance escolar.” Estudos mostrando a existência de uma grande disparidade de gênero na educação desfavorável aos meninos começaram a emergir. Foi nessa época que a mídia tomou ciência do que estava ocorrendo.

A associação Horatio Alger, uma organização que há 50 anos se dedica à promoção e à afirmação da iniciativa individual e do “sonho americano”, publicou uma pesquisa sobre rendimento escolar em 1998. O estudo contrastou 2 grupos de estudantes: os altamente “bem sucedidos” (aproximadamente 18% dos estudantes americanos) e os “desiludidos” (aproximadamente 15% dos estudantes). Os estudantes do grupo bem sucedido trabalham duro, escolhem assistir às aulas mais desafiadoras, fazem do dever de casa uma prioridade, tiram boas notas, participam de atividades extracurriculares e sentem que seus professores se preocupavam com eles e os ouvem. De acordo com o relatório, o grupo bem sucedido é composto em 63% por meninas e em 37% por meninos. Por outro lado, os estudantes desiludidos são pessimistas a respeito de seu próprio futuro, tiram notas baixas, possuem o menor contato possível com seus professores, e acreditam que “não existe ninguém a quem eles possam pedir ajuda.” O grupo desiludido poderia ser acertadamente caracterizado como desmoralizado. Segundo o estudo, “aproximadamente 7 em cada 10 estudantes desse grupo são meninos.”

Na primavera de 1998, Judith Kleinfeld, uma psicóloga da Universidade do Alaska, publicou uma minuciosa crítica sobre as pesquisas das feministas denominada The myth that School Shortchange Girls: Social Science in the Service of Deception. Kleinfeld expôs vários erros e concluiu que a pesquisa da AAUW e do Wellesley Center sobre as garotas era pura “política travestida de ciência.” O relatório de Kleinfeld levou muitos jornais, incluindo o The New York Times e o Education Week, a reconsiderarem suas antigas declarações acerca das meninas que estavam em situação trágica.

A AAUW não respondeu adequadamente a nenhuma das significativas objeções feitas por Kleinfeld: Ao invés disso, sua presidente, Maggie Ford, reclamou na coluna de cartas do The New York Times que Kleinfeld estava “reduzindo os problemas de nossas crianças a essa insignificante disputa de 'quem está pior, os meninos ou as meninas?' que não nos leva a lugar nenhum.” Para a líder de uma organização que passou quase uma década promovendo a ideia de que as meninas americanas estão sendo “prejudicadas”, esse comentário é um tanto surpreendente.

A diretora executiva da associação, Janice Weinman, deu uma explicação mais sincera para a persistente negligência dos problemas masculinos pela AAUW: “Nós somos a Associação Americana de Mulheres Universitárias”, disse ela, “e nossa missão é cuidar da educação de meninas e mulheres.” Essa seria uma justificativa plausível, caso as feministas não tentassem incansavelmente promover a ideia de que os meninos estavam injustamente em vantagem, enquanto as meninas eram neglicenciadas. A AAUW não simplesmente ignorou os problemas dos garotos, ela também se recusou a reconhecê-los, treinando professores, durante sua Conferência de Lideranças, para que se defendessem de questionamentos a respeito dos déficits masculinos, e comparando aqueles que questionassem o preconceito contra as meninas a “revisionistas do holocausto” em suas publicações.

Nesse contexto, deveria se salientar que, enquanto Gilligan e a AAUW criaram e divulgaram com sucesso o mito da menina emudecida, tal mito jamais se fez presente entre os próprios estudantes. A AAUW estava ciente de que a maneira pela qual os estudantes pensavam em si mesmos e em seus professores não estava de acordo com o discurso oficial apresentado ao público. Analisando as opiniões e experiências de estudantes de ambos os sexos, a AAUW descobriu que são os meninos que se sentem rejeitados e, as meninas que se sentem beneficiadas pelos professores. Mas, evidentemente, os seus líderes não consideraram como missão da associação a publicação dessas descobertas nos folhetos que anunciaram a grandiosa tragédia feminina.

Mas será que algo de valor pode ser retirado dessa crise feminina criada em laboratório? Existem alguns pontos positivos. Pais, professores e diretores estão agora mais atentos às dificuldades das meninas em matemática e ciências, e oferecem mais apoio às participações delas em equipes esportivas. No entanto, esses benefícios poderiam e deveriam ter sido obtidos sem que se promulgasse um mito sobre meninas incrivelmente diminuídas ou se apresentasse os meninos como o sexo injustamente privilegiado.

Um garoto hoje, mesmo não tendo nenhuma culpa, acredita que ele próprio cometeu o crime de “causar prejuízo” às meninas. Já a supostamente emudecida e maltratada garotinha sentada ao lado dele tem maiores chances de ser uma boa aluna. Ela não é apenas mais articulada, mas também é uma pessoa mais madura, compromissada e equilibrada. Ele talvez esteja embaraçosamente ciente de que as meninas são mais suscetíveis de irem para as universidades, e talvez ele acredite que seus professores preferem estar rodeados de meninas, dando atenção a elas. Ao mesmo tempo, ele está embaraçosamente ciente de que ele é considerado membro de um “gênero dominante” injustamente privilegiado.

Os meninos americanos estão sendo deixados para trás por seus pares femininos, academicamente falando. Para ajudá-los, o primeiro passo a ser dado deve ser a demonstração de repúdio ao feminismo militante, que distorce a questão ao inventar mil e uma mentiras a respeito das diferenças entre os sexos nas escolas. O próximo passo é fazer todo o esforço possível para que seja feita uma indispensável análise, com dados honestos e objetivos, sobre a natureza e as causas dessas diferenças. No entanto, nenhum passo pode ser dado enquanto a falaciosa campanha feminista ainda possuir qualquer tipo de crédito com a opinião pública.

A mídia e as instituições de ensino podem ajudar divulgando os estudos do Departamento Americano de Educação, da MetLife, do Instituto de Pesquisa e da Associação Horatio Alger, bem como as pesquisas acadêmicas feitas por Larry Hedges e Amy Nowell, por Judith Kleinfeld e por Valerie Lee e seus parceiros. Todos esses estudos expõem as mentiras disseminadas pelas feministas, e todos mostram que o termo “meninas prejudicadas”, tão usado por elas, não passa de uma piada.

É chegada a hora da população americana tomar ciência das descobertas que suplantam e contradizem a visão normalmente aceita de que as meninas estão academicamente atrás dos meninos. Devido ao fato da população britânica ser melhor informada acerca de seus jovens, as escolas britânicas deram um primeiro passo importante ao criar programas com o objetivo de tirar os meninos da categoria de “desiludidos” e lidar com seu insucesso crônico. Nós temos muito a aprender com tais iniciativas e com a saudável e sensata abordagem feita para resolver um problema que eles corretamente veem como uma emergência nacional. No entanto, até o momento, os problemas dos meninos são invisíveis.

O que está por vir?

Os teóricos do gênero e ativistas que no passado tinham pouco a dizer sobre os meninos recentemente começaram a nos dizer que eles também precisam de atenção – não porque as escolas estão sendo negligentes com as necessidades acadêmicas deles, mas porque, “sob o patriarcado”, homens são familiarizados com comportamentos masculinos destrutivos. Especialistas de gênero de Havard, Wellesley, Tufts e das principais organizações feministas acreditam que nossos meninos e homens continuarão a ser sexistas (e potencialmente perigosos) a não ser que esse mal convencional seja arrancado deles. Pode ser que seja tarde demais para mudar os adultos: mas os meninos, por outro lado, ainda podem ser salvos – desde que sejam doutrinados desde cedo. Tal tipo de pensamento é um desafio que muitos dos defensores da “igualdade” estão ansiosos para enfrentar. Como uma importante oradora em um seminário de especialistas em igualdade de gênero disse à sua audiência, “Nós temos uma incrível oportunidade, crianças são tão maleáveis...”.

A crença de que os meninos estão sendo erroneamente “masculinizados” está inspirando um movimento para “construir a infância” de modo que os garotos se tornem menos competitivos, mais expressivos emocionalmente e mais sensíveis - em outras palavras, mais parecidos com meninas. Gloria Steinem resume a visão de muitas feministas quando diz: “Nós precisamos criar os meninos como criamos meninas”.

A agenda feminista não é uma utopia fantasiosa. Na verdade, como demonstrarei, um movimento para a destruição da masculinidade já está em andamento, obtendo razoável sucesso. E, como muitas outras bem-intencionadas mas mal concebidas reformas e revoluções, esse movimento tem enorme potencial para fazer de muitas pessoas - nesse caso, milhões de jovens - infelizes e miseráveis.

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Novas descobertas e observações discordantes

Na edição de 7 de julho de 1995 da revista Science, Larry Hedges e Amy Nowell, pesquisadores da Universidade de Chicago, observaram que as deficiências femininas em matemática eram pequenas, mas não insignificantes. Eles perceberam que essas deficiências poderiam afetar adversamente o número de mulheres que “se sobressaem em cargos técnicos e científicos”. Quanto às habilidades de escrita dos meninos, eles escreveram que “A grande diferença entre os sexos na escrita... é alarmante. Tais dados insinuam que os homens, em média, estão em uma profunda desvantagem na performance dessa habilidade básica”. Hedges e Nowell continuam com o aviso, “Os números normalmente maiores de homens com os piores resultados na leitura e na escrita também possuem implicações políticas. Parece provável que os indivíduos com tais habilidades tão mal desenvolvidas terão dificuldade em conseguir um emprego em uma economia cada vez mais regida pela informação. Então, alguma intervenção pode ser necessária para permiti-los a participar da sociedade construtivamente.”

Hedges e Nowell descreveram um sério problema de dimensão nacional, mas devido ao foco ter sido direcionado exclusivamente às deficiências femininas, esse não é um problema que os americanos conhecem muito sobre ou mesmo suspeitam que exista. É muito difícil olhar para os dados escolares de adolescentes ou os mais recentes dados sobre os estudantes universitários sem chegar à conclusão de que as meninas e as mulheres jovens estão prosperando, enquanto suas contrapartes masculinas estão definhando.

Em 1995, talvez em reação às críticas – de um crescente número de pesquisadores que não se deixaram ser enganados – a AAUW encomendou um estudo mais sério sobre o desempenho acadêmico dos sexos. Esse estudo, denominado The Influence of School Climate on Gender Differences in the Achievement and Engagement of Young Adolescents, feito pela professora da Universidade de Michigan Valerie E. Lee e seus associados, foi publicado sem a costumeira fanfarra com que a AAUW anuncia suas pesquisas, e isso não surpreende. O estudo de Lee sugere intensamente que os relatórios anteriores sobre uma trágica desmoralização que as jovens americanas vêm sofrendo têm sido muito exagerados.

Lee e seus parceiros de pesquisa analisaram dados sobre o desempenho e comprometimento escolar de mais de 9.000 meninos e meninas do 8o ano e descobriram que as diferenças entre eles poderiam ser classificadas de “pequenas a moderadas.” Além do mais, o padrão das diferenças de gênero não possui uma “direção consistente”. Em algumas áreas, as meninas se sobressaem. Em outras, os meninos são melhores. O estudo também mostrou que as meninas são mais comprometidas academicamente que os meninos: elas estavam melhor preparadas para assistir às aulas, possuíam melhor histórico de presenças, e evidenciavam um comportamento acadêmico mais positivo, em sua totalidade.

As conclusões sensatas de Lee na pesquisa patrocinada pela AAUW se basearam nos dados do Departamento de Educação dos Estados Unidos e eram totalmente coerentes com as descobertas de Hedges e Nowell. Mas eles estavam em desacordo com o distorcido quadro que a AAUW tinha vendido anteriormente com sucesso para o público americano e para o Congresso. Lee concluiu que “A opinião pública acerca das questões dos gêneros nas escolas precisam sofrer algumas mudanças... A desigualdade pode (e faz) a diferença em ambas as direções.” No tanto quanto me foi possível verificar, o estudo objetivo e competente de Valerie Lee não foi citado em nenhum jornal.

A AAUW não gastou 150.000 dólares divulgando a pesquisa de Lee, e nem mesmo suavizou sua própria retórica sectária. Pelo contrário, as visões discordantes provocaram uma grande ira na associação, que se tornou abusiva. Na primavera de 1997, o boletim da AAUW, o AAUW Outlook atacou os “revisionistas do preconceito de gênero” que, “como John Leo, Christina Hoff Sommers e outros colunistas locais”, questionaram o mito da menininha frágil: “Todos nós já ouvimos a histórias revisionistas. Sempre haverá aquelas pessoas que insistirão que o Holocausto não aconteceu... Os revisionistas frequentemente distorcem os fatos tão profundamente que eles assumem a história de uma forma que ela perde toda a sua semelhança com a realidade.”

No verão de 1997, a AAUW seguiu com os ataques aos seus críticos com uma “Conferência de Lideranças” que durou 4 dias, na qual a assessoria de comunicação da associação treinaram 30 professores e outros “defensores da igualdade” com estratégias de como lidar com os “revisionistas na mídia e em outros lugares. Eu fui a uma das sessões na sede da AAUW, em Whashington D.C. (Eu não era uma pessoa bem-vinda ali e, em um dado momento, pediram educadamente para que eu me retirasse). Fora da sala onde ocorria a conferência, havia mesas cheias de lembrancinhas sobre meninas em cirse. Os professores poderiam comprar “ursinhos de pelúcia da igualdade”, canecas de café, e camisas com o slogan “Quando nós prejudicamos as meninas, prejudicamos a América”. Também havia broches com os dizeres “Eu sou uma estrela”, voltados para as meninas com baixa auto-estima.

A assessoria da AAUW preparou os professores para lidar com questões sobre os meninos. Em um seminário de treinamento especial denominado “Porque focar nas Garotas?”, os professores ensaiaram suas respostas aos questionamentos sobre os meninos e a equipe da AAUW criticou a performance. Um dos “treinadores da igualdade” aconselhou aos professores para que eles usem “as palavras e frases chaves da AAUW” tanto mais quanto possível – especialmente a preferida deles, “meninas prejudicadas”. Os treinadores pediram para que os professores praticassem usando uma “linguagem confiante”, com expressões como “a pesquisa mostra que.”

Embora a sede da AAUW onde essa conferência ocorreu estivesse no epicentro do movimento da crise feminina, alguns dos professores que participaram estavam temerários de defender tais ideias na frente de meninos. Uma jovem professora de Baltimore relatou que em sua escola os garotos eram tão vulneráveis quanto as garotas - “se não mais”. E, em uma discussão sobre como defender do caráter exclusivamente feminino da prática de se levar as filhas para o serviço no dia do trabalho, 4 professores protestaram, dizendo que os meninos também deviam ser incluídos. Em ambos os casos, os especialistas em igualdade da AAUW suavemente trouxeram o foco da discussão de volta para as meninas.


Outras observações discordantes

As feministas amam se reunir em grupos para contar histórias sobre como as garotas estão sendo prejudicadas. Em novembro de 1997, a Rede de Educação Pública (PEN), um conselho de organizações que ajudam as escolas públicas, patrocinou uma conferência denominada “Gênero, Raça e Desempenho Estudantil”. Os principais nomes que participaram da conferência foram Carol Gilligan e Cornel West, um professor de estudos afro-americanos e filosofia da religião na Universidade de Harvard. Gilligan falou sobre como as meninas e mulheres “perderam suas vozes”, como elas “foram inferiorizadas” na adolescência, e como professoras são “nulas”, tendo sido “emudecidas” pela “estrutura patriarcal” que domina nossas escolas. Cornel West falou sobre a necessidade que ele teve de superar seus próprios sentimentos de “supremacia masculina.”

Mesmo no mais politicamente correto dos encontros, as sérias deficiências dos meninos vieram à tona. No primeiro dia de conferências, durante uma sessão especial de três horas, a equipe da PEN divulgou o resultado de uma nova pesquisa, entitulada The American Teacher 1997: Examining Gender Issues in Public Schools. A pesquisa foi financiada pela Companhia de Metropolitana de Seguros de Vida (MetLife), como parte de sua série sobre os professores americanos, e foi conduzida pela Louis Harris & Associates.

Durante um período de três meses em 1997, 1.306 estudantes e 1.305 professores das turmas do sétimo ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio responderam várias perguntas sobre igualdade de gênero. O estudo da MetLife não foi encomendado por nenhuma organização feminista, logo ele não tinha uma cartilha doutrinária a seguir. Portanto, o que se descobriu contradizia em grande parte as “descobertas” da AAUW, dos Sadkers e do Wellesley Center. Foi dito, educadamente, que: “Ao contrário da visão, muito comum, de que os meninos possuem vantagem sobre as meninas, elas parecem estar à frente deles em termos de planos futuros, expectativas por parte dos professores, experiências escolares e interações em sala de aula.”

Aqui estão algumas outras conclusões do estudo da MetLife:

* Garotas são mais suscetíveis do que os garotos de visualizar a si mesmas como futuras universitárias.

* Elas também são mais suscetíveis do que eles de querer possuir uma boa formação.

* Mais meninos do que meninas (31% contra 19%) sentem que os professores não ouvem o que eles tem a dizer.

O relatório da MetLife advertiu a um auditório lotado de admiradores de Carol Gilligan que os garotos americanos necessitam de mais atenção do que as garotas. Os participantes estavam ouvindo – muitos pela primeira vez – que o discurso convencional dos estudos que mostram “meninas perdendo sua auto-confiança... e como resultado tendo piores desempenhos” na escola era uma simples mentira. Essa deveria ter sido uma grande notícia para uma mídia completamente tomada pelas descobertas acerca do trágico destino das garotas americanas. Mas em qualquer assunto onde as garotas estão envolvidas, boas notícias não são notícias.

Ocorreram outras observações discordantes expostas na conferência. Durante uma roda de debates sobre questões de gênero e raça nas escolas, um palestrante, que leciona em uma rigorosa escola pública de ensino médio de Washinton D.C., disse que lá é tão raro um menino ir bem nos estudos que “é um grande feito quando um garoto conseguia ingressar numa sociedade de honra ou ganhar algum prêmio”. Ninguém se atreveu a comentar sobre isso.

Em outra sessão, com o nome de “Como as experiências escolares de meninos e meninas diferem?” Nancy Leffert, uma psicóloga infantil do Instituto de Pesquisa de Minneapolis, demonstrou o resultado de uma grande pesquisa que ela e seus colegas fizeram recentemente com mais de 99.000 estudantes do 6o ano do ensino fundamental ao 3o ano do ensino médio. Os jovens foram questionados sobre seus “ativos de desenvolvimento”. O Instituto de Pesquisa identificou 40 ativos essenciais (“pedras fundamentais para o desenvolvimento sadio”). Metade deles eram externos - por exemplo, uma família presente, adultos servindo de modelos comportamentais – e metade eram internos – motivação para conquistar seus objetivos, senso de propósito na vida, confiança para manter relações interpessoais. Leffert explicou aos expectadores da palestra, de uma forma laudatória, que as meninas estão à frente dos meninos em 34 dos 40 ativos! Em quase todos os parâmetros mais importantes de bem-estar, elas estão melhores que eles: se sentem mais próximas de suas famílias, tem maiores aspirações e laços mais fortes com a escola – possuem até mesmo uma maior assertividade. Leffert concluiu sua palestra dizendo que antigamente ela se referia às meninas como frágeis e vulneráveis, “mas se você der uma olhada [na nossa pesquisa], ela mostra que as meninas possuem ativos muito poderosos.”

O estudo original da AAUW, tão eficazmente promovido, foi baseado em um levantamento de dados de 3.000 crianças. O estudo do Instituto de Pesquisa que Leffert sintetizou em sua palestra era incomparavelmente mais confiável – foi baseado em uma amostra contendo quase 100.000 estudantes. Esse grandioso estudo definitivamente atestou que a premissa da menina prejudicada – na qual a conferência da PEN se apoiava – era falsa.

Ainda assim, ninguém chamou a atenção dos conferencistas para esse fato. O suposto destino trágico das meninas em nossa “sociedade sexista” continuou sendo o pensamento dominante. Leslie Wolfe, presidente do Centro para Estudos Políticos Femininos em Washington D.C., denunciou o “currículo sexista oculto” das escolas. “Nós devemos ensinar os meninos que a supremacia masculina é inaceitável”, disse ela. Outros palestrantes foram adiante, defendendo ideias como o “empoderamento feminino” e a “demonstração de estratégias na sala de aula para melhorar o desempenho e comprometimento das meninas”. Além disso, David Sadker participou de um debate no qual ele descreveu “o oceano do preconceito de gênero [contra as meninas, nunca o contrário] que existe à nossa volta.”

A visão “oficial”, descompromissadamente articulada pelo então presidente da AAUW Jackie DeFazio em 1994, tem de ser constantemente questionada pelas escolas e universidades: “Meninas continuam recebendo uma educação desigual em nossas escolas. Não importa em quais aspectos os jovens são analisados - pontuações de testes, desempenho em sala e averiguação dos métodos de ensino – estudo atrás de estudo, nos fica mais claro que as meninas não estão alcançando seu potencial como os meninos o fazem.” (essa última parte é muito enfatizada).

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

A questão escolar

Os meninos estão se arrastando

Discretamente, alguns educadores irão lhe dizer que os meninos, e não as meninas, são o sexo frágil. Em 1997, eu conheci o presidente do Conselho de Educação de Atlanta, Geórgia. Quem está indo melhor nas escolas de Atlanta, as meninas ou os meninos? Perguntei “As meninas”, ele respondeu, sem hesitar. Em quais áreas? “Em todas as áreas que você citar.” Um diretor de uma escola ensino médio da Pensilvânia falou sobre a condição dos meninos em sua escola: “Estudantes que dominam as listas de evasão, de suspensão, de reprovação e outros índices escolares negativos são homens, em uma proporção ampla.”

Três anos atrás, a Scarsdale High School, no Estado de Nova York, realizou um seminário sobre igualdade de gênero para seu corpo docente, em que foi repetida toda aquela história de “as meninas estão sendo prejudicadas”, com uma notável diferença: um estudante fez uma apresentação na qual ele demonstrou evidências sugerindo que as meninas da Scarsdale High School estão bem à frente dos meninos. David Greene, um professor de estudos sociais, pensou que o estudante devia estar enganado. Porém, quando ele e alguns outros colegas analisaram os padrões do departamento de avaliação, viram que o estudante estava certo. Greene descobriu que, nas turmas de estudos sociais do Programa de Colocação Avançada, havia pouca ou nenhuma diferença nas notas dos meninos e das meninas, mas, nas turmas normais, as meninas estavam se saindo muito melhor. Ele também descobriu, a partir do diretor de esportes da escola que os times femininos tem tido mais êxitos em competições contra outras escolas do que os times masculinos. Dos 12 atletas da Scarsdale High School nomeados como atletas All-American nos últimos 10 anos, por exemplo, 3 eram garotos e 9 eram garotas. Greene saiu da escola em um cenário de completo desacordo com a visão preconceituosa dos diretores: as meninas são ambiciosas e os meninos, relativamente descontentes, estavam dispostos a se contentar com sua mediocridade.

Como todas as escolas, a Scarsdale High School foi fortemente influenciada pelo clima de crise feminina. A crença de que as meninas são sistematicamente privadas imperou no Conselho de Igualdade de Gênero da escola; essa é a razão pela qual a escola oferece aulas eletivas especiais sobre o tema. Greene tentou cautelosamente falar sobre a má performance dos meninos com seus colegas. Muitos deles admitiram, que nas turmas em que eles lecionavam, as meninas pareciam se dar melhor que os meninos, mas eles não viam tal fato como uma parte de uma ampla tendência. Depois de muitos anos ouvindo sobre as emudecidas e prejudicadas garotas, a simples insinuação de que os garotos não estavam indo tão bem quanto elas não foi levada a sério mesmo pelos professores que viam isso acontecer com seus próprios olhos durante as aulas.


Comprometimento Escolar

Um artigo de 1999 do Congressional Quarterly Researcher sobre o desempenho acadêmico de homens e mulheres chama atenção para uma experiência familiar comum: “As filhas querem agradar seus professores ao ficar mais tempo na escola, ajudando em projetos, assistindo mais aulas e fazendo os deveres de casa da forma mais caprichada possível, já os filhos fazem as tarefas de casa depressa para assim poderem brincar, não se importando como os professores verão seu trabalho descuidado.” Na linguagem técnica dos especialistas em educação, as meninas são academicamente mais comprometidas. O comprometimento escolar é uma medida essencial para o sucesso do estudante. O Departamento de Educação dos Estados Unidos avalia o comprometimento estudantil pelos seguintes critérios:

  • Quanto tempo os alunos dedicam aos deveres de casa a cada noite?
  • Eles vão à aula preparados e aptos a aprender? (Levam livros e outros materiais? Fizeram todo o dever de casa?)

Que os meninos são menos comprometidos com a escola que as meninas já havia sido bem observado pelo Departamento de Educação nos anos 80 e 90. Maiores porcentagens de meninos do que de meninas relataram que “geralmente” ou “frequentemente” vão à escola sem o material necessário ou sem ter feito o dever de casa. Levantamentos nas turmas de 4º e 8º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio registraram meninas consistentemente relatando que elas fazem mais as tarefas que os meninos. No 3º ano do ensino médio, eles são 4 vezes mais propensos a não fazerem os deveres de casa do que elas.

Aqui nós temos uma disparidade entre os sexos genuinamente preocupante, com os meninos bem atrás das meninas. Essa é a disparidade sobre a qual professores, pais, diretorias escolares e políticos devem se preocupar. O comprometimento escolar talvez seja o mais importante requisito para o sucesso acadêmico, mas os meninos com menor comprometimento não são citados nos seminários e oficinas sobre igualdade por todo o país. De fato, a chique porém falsa diferença de autoestima continua a ser a preocupação dominante – diferença que a AAUW, em sua busca para “saber mais” sobre as descobertas de Gilligan, exige que seja divulgada.

Existem alguns meios já testados de reestimular os meninos, melhorar seus hábitos escolares e instigá-los para o aprendizado e para um melhor desempenho (discutirei acerca do que funciona para eles nos próximos capítulos). Mas enquanto os problemas desses jovens não forem reconhecidos, eles não poderão ser resolvidos, e enquanto não forem resolvidos, outra disparidade educacional provavelmente persistirá: em comparação aos garotos, muito mais garotas entram nas universidades.
A disparidade no ensino superior

O Departamento de Educação dos Estados Unidos relatou que em 1996 havia 8,4 milhões de mulheres e apenas 6,7 milhões de homens matriculados nas universidades, e também demonstrou que essa vantagem aumentará ainda mais para a próxima década. De acordo com uma previsão, em 2007 haverá 9,2 milhões de mulheres nas universidades e 6,9 milhões de homens.

As feministas inventam argumentos engenhosos e oportunistas para explicar por que o maior número de mulheres nas faculdades não deve ser considerada uma vantagem para o sexo feminino. De acordo com a ensaísta feminista Barbara Ehrenreich, “Uma das razões pelas quais poucos homens estão frequentando as universidades talvez seja porque eles acham que podem se dar bem a vida sem um diploma de curso superior; em outras palavras, eles continuam tendo uma grande vantagem sobre as mulheres na fatia do mercado de trabalho que não exige uma educação formal.”

Ehrenreich está insinuando que um garoto de 17 ou 18 anos que está próximo de se formar no ensino médio, sem planos de cursar uma faculdade, pode continuar em melhores condições do que a futura universitária sentada ao lado dele. Talvez exista uma minoria de estudantes do ensino médio que sejam empreendedores, para a qual essa afirmação é verdadeira, mas para a grande maioria dos meninos um curso superior permite a entrada na classe média – sem contar os benefícios pessoais de uma graduação.

Nos últimos anos, o valor econômico de um curso de nível superior aumentou consideravelmente. Um economista do Instituto Americano de Empresas, Marvin Kosters, quantificou a tendência: “No ano de 1978, o salário médio de um adulto graduado em uma universidade era mais ou menos 25% maior do que o salário de uma pessoa que possuía apenas o nível médio. Por volta de 1995, a diferença tinha mais que dobrado para um salário médio mais de 50% maior para o trabalhador com nível superior.”

Alguém deve ter percebido que os meninos estavam ficando para trás. A disparidade no ensino superior era uma tendência perigosa e verdadeira. Mas ao mesmo tempo em que as meninas estavam superando os meninos de uma forma incrível, as feministas do Departamento de Educação, da AAUW, do Wellesley Center e da Ms. Foundation escolheram declarar a crise da “menina prejudicada”. Durante os anos seguintes, a diferença entre os sexos nas universidades continuou a crescer, mas a atenção da população americana e do governo foi direcionada para as “meninas mal servidas”.


Porque os meninos se dão melhor nos testes?

As feministas não podem negar plausivelmente que as meninas tiram melhores notas, são mais comprometidas com a escola e que agora são o sexo dominante nas universidades. Sendo assim, elas apontam para as diferenças psicológicas e sociológicas: diferenças na autoestima, na autoconfiança e no número de perguntas durante a aula. Mas isso tudo, como nós vimos, não resiste ao escrutínio. Existe um argumento melhor sendo utilizado pelos defensores da crise feminina que é baseado em um dado correto: os meninos conseguem melhores pontuações em quase todos os testes padrões importantes, especialmente nos testes considerados mais difíceis, como o Scholastic Aptitude Assessment Test (SAT) e os testes de admissão para os cursos de direito e medicina, e de pós-graduação.

Em 1996, escrevi um artigo para o Education Week relatando as várias formas pelas quais as meninas estavam tomando a frente dos meninos nas escolas e universidades. Se aproveitando dos dados que sugeriam que os meninos estavam se saindo melhor do que as meninas, David Sadker, em uma resposta, escreveu: “se as meninas estão indo bem na escola, como Christina Hoff Sommers diz, então esses testes estão totalmente errados.” Os garotos, de fato, tendem a se dar melhor nos testes que as meninas. No SAT de 1998, eles tiraram 35 pontos (de 800) a mais que as meninas, 7 pontos a mais em inglês. Sadker está certo ao insinuar que as notas um pouco maiores dos meninos são uma demonstração de seu status privilegiado?

A resposta é não. Um olhar atento ao grupo de estudantes que fizeram o SAT e outros testes do tipo revela que as notas mais baixas das garotas tem pouco ou nada a ver com preconceito ou injustiça. Certamente, elas nem mesmo significam menos resultados positivos para as garotas. Primeiramente, uma maior porcentagem de meninas participam do SAT (54%, contra 46% de meninos). Além disso, de acordo com um estudo da College Board, muito mais meninas das “categorias de risco” fazem os testes, comparado com os meninos. A saber, meninas de lares de baixa renda, ou que possuem pais que nunca concluíram o ensino médio e/ou fizeram uma graduação, fazem o SAT em maior número do que os meninos na mesma situação. “Essas particularidades”, diz o estudo, “estão associadas com as notas menores do que a média do SAT”.

Em outras palavras, devido aos meninos em situação de risco não fazerem o teste enquanto as meninas na mesma condição tendem a fazê-lo, a pontuação média feminina é menor. Ao invés de usar erroneamente as pontuações do SAT como evidências do preconceito contra as meninas, os pesquisadores devem esse preocupar com meninos que nunca comparecem aos testes que eles precisam fazer caso queiram possuir um melhor nível educacional.

No entanto, outro fator externo distorce nos resultados dos testes de forma que parece que ele favorece os meninos Nancy Cole, presidente do Serviço de Testes Educacionais, chama isso de “fenômeno de dispersão”: Em praticamente todos os testes de inteligência e de desempenho, as notas dos homens ficam mais dispersas de que as das mulheres nos extremos: há mais homens prodigiosos e também há mais homens com menores habilidades. Ou, como o cientista político James Q. Wilson uma vez disse, “Existe mais homens entre os gênios, e mais homens entre os idiotas.”

Devemos também levar em conta que os jovens do sexo masculino dominam as listas de evasão e de reprovação, e possuem maior dificuldade de aprender. Esses estudantes raramente participam de testes de alto nível. Por outro lado, os meninos aplicados que levam a sério a escola apresentam resultados desproporcionalmente acima da média. Os ativistas pela igualdade de gênero como Sadker devem ser coerentes em sua lógica: se o menor número de meninas entre as melhores notas é uma evidência de uma “injustiça” para com elas, o grande número de meninos entre as menores pontuações e deve ser considerada uma evidência de “injustiça” para com eles.

Suponha que nós estivéssemos direcionando a nossa atenção para os 2/5 de estudantes enormemente motivados do ensino médio, que participaram voluntariamente do SAT ao invés de considerar uma amostra realmente representativa dos estudantes americanos. Como se compararia as meninas e os meninos, então? O Programa de Avaliação Nacional do Progresso Educacional (NAEP), iniciado em 1969 e gerido pelo Congresso Americano, oferece a melhor e mais compreensiva avaliação do desempenho dos estudantes de todos os níveis de habilidade. Pelo programa da NAEP, uma grande amostra científica de 70.000 a 100.000 estudantes de 44 estados americanos têm suas habilidades em leitura, escrita, matemática e ciências testadas aos 9, 13 e 17 anos (A escala de pontuação da NAEP varia de 0 a 500). Em 1996, os meninos de 17 anos superaram as meninas por 5 pontos em matemática e por 8 pontos em ciências, enquanto as elas os superaram por 14 pontos em leitura e por 17 pontos em escrita. Ao longo das últimas duas décadas, as meninas estiveram se aproximando dos meninos em matemática e ciências, enquanto eles continuam a ficar muito atrás em leitura e escrita. Essa é, portanto, uma diferença que não está diminuindo.



Uma tragédia americana

As ideias de Gilligan tiveram repercussão especial entre os grupos femininos já comprometidos com a tese de que a nossa sociedade é antipática para com as mulheres. Tais organizações foram naturalmente receptivas às novas más notícias a respeito das meninas. O interesse da venerada e politicamente influente Associação Americana de Mulheres Universitárias (AAUW), em particular, foi desperto. Os representantes da AAUW relataram estar “intrigados e preocupados” pelas descobertas Gilligan. “Querendo saber mais”, eles contrataram uma empresa de pesquisas para investigar se as estudantes americanas estavam sendo drenadas de sua autoconfiança.

Em 1991, a AAUW anunciou os resultados perturbadores: “Muitas [garotas] saem da adolescência com uma autoimagem empobrecida.” Anne Bryant, então diretora executiva da AAUW e uma especialista em relações públicas, organizou uma campanha midiática para divulgar a ideia de que “uma desconhecida tragédia americana” havia sido descoberta. Jornais e revistas por todo o país levaram a desoladora notícia de que as meninas estavam sendo afetadas adversamente pelos preconceitos de gênero que erodiram sua autoestima. Susan Schuster, durante o tempo em que foi presidente da AAUW, explicou de forma sincera ao The New York Times o porque da AAUW ter realizado a pesquisa em primeiro lugar: “Nós queríamos pôr alguns dados factuais por trás da nossa crença de que as jovens estão sendo prejudicadas nas salas de aula.”

Na época em que os resultados da pesquisa da AAUW eram manchete, um jornal pouco conhecido denominado Science News, que fornecia informações sobre projetos técnicos e científicos a outros jornais interessados desde 1922, citou importantes psicólogos que questionaram a validade da pesquisa a respeito da autoestima. No entanto, por algum motivo as dúvidas dos especialistas não foram divulgadas nas centenas de reportagens que o estudo da AAUW gerou.

A AAUW rapidamente encomendou um segundo estudo, How Schools Shortchange Girls. Nesse novo estudo, dirigido pelo Centro de Pesquisa da Mulher do Wellesley College e divulgado em 1992, afirmou que existe uma relação de causalidade direta entre as meninas (alegadamente) de segunda classe nas escolas do país e as deficiências em seus níveis de autoestima. A crise psicológica feminina defendida por Carol Gilligan foi então transformada em uma urgente questão de direitos civis: as meninas foram vítimas de uma abrangente discriminação sexista em nossas escolas. “As implicações são claras”, diz a AAUW; “o sistema deve mudar”.

O jornal Education Week relatou que a AAUW gastou 100.000 dólares com o segundo estudo e 150.000 dólares o promovendo. Com grande fanfarra, How Schools Shortchange Girls foi divulgado por uma mídia acrítica, e até mesmo entusiasta da pesquisa. A divulgação provou ser espetacularmente bem-sucedida, gerando mais de 1.400 reportagens e uma enxurrada de discussões na TV sobre a “tragédia” que acometeu as garotas americanas.

O artigo de Susan Chira para o The New York Times em 1992 foi típico da cobertura da mídia por todo o país. No título lia-se “Preconceito contra meninas é frequente nas escolas, com prejuízos permanentes.” A frase bem poderia ter sido escrito pelo departamento de publicidade da AAUW. De fato, todo o artigo foi mais tarde divulgado pela AAUW e emitido como parte de seu pacote de arrecadação de fundos. Chira não entrevistou nenhum crítico.

Em Março de 1999, Eu liguei para a Sra. Chira e a perguntei sobre a forma pela qual ela tratou o relatório da AAUW a respeito das meninas desvalorizadas. Houve um grande silêncio. “Eu não quero falar sobre isso”, ela disse finalmente. Eu tentei delicadamente abordar a questão do porque ela não ter procurado por críticos. “Estou vendo para onde isso está indo... Desejo-lhe boa sorte. Tchau”, ela disse, o que seria o equivalente jornalístico da Quinta Emenda.

Mas ela ligou algumas horas mais tarde, dizendo que não estava preparada para responder às minhas perguntas. Você escreveria isso do mesmo jeito hoje? Indaguei. Não, ela disse, destacando que nós desde então aprendemos muito mais acerca das dificuldades dos meninos. Por que ela não considerou as opiniões discordantes? Ela explicou que quando o estudo da AAUW saiu, ela tinha viajado e tinha um curto prazo para escrever um artigo. Sim, talvez ela tenha confiado demais no relatório da AAUW. Ela tentou contactar Diane Ravitch, a antiga assistente da Secretaria de Educação e uma conhecida crítica das “descobertas” feministas, mas ela não conseguiu.

Se Chira tivesse conseguido se comunicar com Ravitch, ou com qualquer outro especialista em diferenças de gênero na educação, ela rapidamente aprenderia que o relatório estava, no mínimo, desequilibrado: ele exaltou os estudos que sustentam a tese da “menina prejudicada” e subestimou os estudos que a contradizem.

Seis anos depois da publicação de How Schools Shortchange Girls, o the New York Times publicou uma matéria que, pela primeira vez, questionava a validade do relatório. A essa altura, com certeza, a maior parte dos danos à verdade a respeito dos jovens eram irreparáveis. Desta vez a repórter, Tamar Lewin, conseguiu falar com Diane Ravitch, que disse: “O relatório da AAUW não estava apenas completamente errado. Absolutamente bizarro foi o fato de ele ter sido publicado exatamente no momento em que as meninas simplesmente superaram os meninos em quase todas as áreas. Essa seria a leitura correta há 20 anos atrás, mas o relatório ter sido publicado no momento em que foi é como chamar um casamento de funeral... Lá estavam todos aqueles programas especiais implementados para as meninas, e ninguém prestou atenção nos meninos”.

Umas das muitas coisas sobre as quais o relatório estava errado era a respeito das perguntas em sala de aula. De acordo com a AAUW, em um estudo conduzido por Mary e David Sadker, os meninos no ensino fundamental faziam perguntas oito vezes mais frequentemente do que as meninas. Quando os garotos chamavam, os professores ouviam, mas quando as garotas o faziam, diziam para elas: “levante sua mão caso queira falar”.

Uma repórter que tardiamente decidiu checar a veracidade de alguns dos dados da AAUW foi Amy Saltzman, na época trabalhando para o U.S. News & World Report. Ela pediu a David Sadker uma cópia da pesquisa que sustentava as afirmações acerca da famosa proporção 8:1 das perguntas em sala de aula. Sadker explicou que ele tinha apresentado a descoberta em um estudo inédito durante um simpósio patrocinado pela Associação Americana de Pesquisa Educacional (AERA); nem ele e nem a AERA possuíam uma cópia. Sadker reconheceu que a proporção 8:1 que ele divulgou poderia estar imprecisa, e citou um estudo independente feito por Gail Jones, um professor da Universidade da Carolina do Norte, que descobriu que os garotos faziam duas vezes mais perguntas que as garotas. Qualquer que seja a proporção certa, ninguém sequer demostrou que permitir a um estudante fazer perguntas em sala confere qualquer tipo de vantagem acadêmica. O que realmente confere vantagem é a atenção do estudante. Os meninos são menos atentos – o que poderia explicar porque alguns professores fazem mais perguntas à eles ou são mais tolerantes às suas perguntas.

A despeito do preconceito misandrico e de erros factuais, a campanha para convencer a população de que as garotas estão sendo desvalorizadas pessoal e academicamente foi um sucesso. Como a exultante diretora da AAUW, Anne Bryant, disse aos seus amigos, “Eu me lembro de ir para a cama na noite em que nosso relatório foi publicado, totalmente entusiasmada. Quando acordei na manhã seguinte, o primeiro pensamento que tive foi 'Ai meu Deus, o que faremos agora?'” Ação política foi o próximo passo, e aqui, novamente, as feministas tiveram êxito.

Em 1994, o suposto estado depressivo das meninas americanas levou o Congresso dos EUA a aprovar o Ato da Igualdade de Gênero na Educação, que catalogou as meninas como uma “população mal servida”, a exemplo de outros atos anti-discriminação de minorias. Milhões de dólares em subsídios foram concedidos para se estudar seu drama e aprender como lidar com o insidioso preconceito contra elas. Na Quarta Conferência Mundial sobre Mulheres da ONU em Pequim, no ano de 1995, membros da delegação americana expuseram os déficits educacionais e psicológicos das meninas americanas como uma questão urgente de direitos humanos.


Onde os meninos se encaixam?

Como os meninos se encaixam na “tragédia” das meninas americanas “prejudicadas”? Inevitavelmente, os meninos são ressentidos, sendo vistos tanto como o sexo injustamente privilegiado quanto como obstáculos no caminho para igualdade de gênero para as garotas. Essa é uma dialética compreensível: quanto mais as meninas são vistas como pessoas desvalorizadas, mais os meninos são considerados pedras no sapato que precisam ter sua importância reduzida. Essa perspectiva acerca dos sexos é promovida nas escolas, e muitos professores atualmente sentem que as meninas precisam e merecem atenção especial. “É muito claro que os meninos são os primeiros nessa sociedade e na maior parte do mundo,” diz a Dr. Patricia O’Reilly, professora de educação e diretora do Centro de Igualdade de Gênero na Universidade de Cincinnati.

Isso pode ser “claro”, mas não é verdade. Se nós desconsiderarmos o que as feministas dizem e olharmos objetivamente para a relativa condição de meninos e meninas nesse país, nós descobrimos que são eles, e não elas, que estão definhando academicamente. Dados do Departamento de Educação dos Estados Unidos e de vários estudos universitários recentes mostram que, longe de serem tímidas e desmoralizadas, as meninas de hoje ofuscam os meninos. Elas conseguem tirar melhores notas, possuem maiores aspirações educacionais, seguem um programa acadêmico mais rigoroso e participam em maior número do prestigiado Programa de Colocação Avançada. Esse exigente programa oferece aos melhores estudantes a oportunidade de fazer cursos de nível universitário durante o ensino médio. Em 1984, homens e mulheres participavam em igual proporção. No entanto, de acordo com o Departamento de Educação dos Estados Unidos, “Entre 1984 e 1996, o número de mulheres que fizeram os exames cresceu a uma alta taxa... Em 1996, 144 mulheres, em comparação a 117 homens, para cada 1000 estudantes do 3° ano fizeram as provas do programa.

Segundo o Centro Nacional para Estatística Educacionais, um número ligeiramente maior de estudantes do sexo feminino, em relação aos do sexo masculino, matriculam-se em cursos de matemática e ciências.

A representação das garotas americanas como apreensivas e academicamente desvalorizadas não condiz com os fatos. Elas, supostamente tão medrosas e sem confiança, agora superam os garotos nos grêmios estudantis, nas sociedades de honra, nos jornais escolares, e até mesmo nos clubes de debate. Apenas nos esportes eles continuam na frente, e os grupos femininos estão focalizando na desigualdade esportiva para uma vingança.

Ao mesmo tempo em que a AAUW estava anunciando sua descoberta de que as garotas eram subjugadas nas escolas, o Departamento de Educação publicou os resultados de uma extensa pesquisa mostrando exatamente o contrário.

As meninas leem mais livros e se dão melhor que os meninos em testes de habilidade artística e musical, estudam fora do país mais que os meninos, e mais delas entram para o Corpo da Paz. Por outro lado, eles são suspensos, repetem de ano e largam a escola com mais frequência do que elas, são três vezes mais suscetíveis de serem matriculados em programas de educação especial, e tem quatro vezes mais chances de serem diagnosticados com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Os meninos se envolvem mais com crime, álcool e drogas do que as meninas. Elas tentam mais vezes o suicídio, mas são eles que, na verdade, se matam com mais frequência. Em um ano típico (1997), aconteceram 4.493 suicídios de pessoas jovens de idades entre 5 e 24 anos: 701 mulheres e 3.792 homens.


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